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	<title>O Brasil de Aloysio Biondi</title>
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		<title>Aus&#234;ncia lembrada, obra revisitada</title>
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		<dc:creator>Pedro Biondi</dc:creator>

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		<description>Textos publicados em julho e agosto rendem homenagem a Aloysio Biondi e lembram os dez anos de aus&#234;ncia do jornalista revisitando sua obra. &lt;br /&gt;&#8220;Embrutecemos. A sociedade brasileira embruteceu. Os meios de comunica&#231;&#227;o embruteceram. N&#243;s, jornalistas, embrutecemos. (...) Os governantes atuais n&#227;o se importam mais com o povo, o ser humano. Mas todos tamb&#233;m somos culpados. Por silenciar. Por ficar de bra&#231;os cruzados. Embrutecemos, sim.&#8221; O trecho, de artigo publicado em 2000 no Di&#225;rio Popular, &#233; o mote de (...)


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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Textos publicados em julho e agosto rendem homenagem a Aloysio Biondi e lembram os dez anos de aus&#234;ncia do jornalista revisitando sua obra.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&#8220;Embrutecemos. A sociedade brasileira embruteceu. Os meios de comunica&#231;&#227;o embruteceram. N&#243;s, jornalistas, embrutecemos. (...) Os governantes atuais n&#227;o se importam mais com o povo, o ser humano. Mas todos tamb&#233;m somos culpados. Por silenciar. Por ficar de bra&#231;os cruzados. Embrutecemos, sim.&#8221; O trecho, de artigo publicado em 2000 no &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Di&#225;rio Popular&lt;/i&gt;, &#233; o mote de abertura de &lt;a href=&quot;http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/50/ha-dez-anos-um-vazio/?searchterm=aloysio%20biondi%20dez%20anos&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;mat&#233;ria&lt;/a&gt; da &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Revista do Brasil&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Com o t&#237;tulo &#8220;H&#225; dez anos, um vazio&#8221;, &#233; assim introduzida: &#8220;&#205;cone do jornalismo cr&#237;tico e anal&#237;tico, Aloysio Biondi se foi sem deixar substitutos&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Ali, o jornalista Vitor Nuzzi avalia: &#8220;Passados dez anos, as an&#225;lises e coment&#225;rios de Biondi, sempre baseados em dados e n&#250;meros, n&#227;o em palpites, ainda fazem falta. Especialmente quando se lembra de que, aliado ao rigor t&#233;cnico, eram textos acess&#237;veis, sem a praga do econom&#234;s, escritos por algu&#233;m que n&#227;o ficou de bra&#231;os cruzados.&#8221; Nuzzi lembra a doa&#231;&#227;o do acervo do jornalista ao Centro de Documenta&#231;&#227;o Alexandre Eul&#225;lio (Cedae), da Universidade
de Campinas (Unicamp).&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;No artigo &lt;a href=&quot;http://cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4730&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;&quot;O sorriso de Biondi&quot;&lt;/a&gt;, na Ag&#234;ncia Carta Maior, o cientista pol&#237;tico Antonio Lassance retoma a contribui&#231;&#227;o do jornalista ao debate em torno da Telebr&#225;s. Comentando a reativa&#231;&#227;o da estatal e a rea&#231;&#227;o de seus opositores, ele aponta nos questionamentos uma &#8220;falta de contextualiza&#231;&#227;o prim&#225;ria&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&#8220;At&#233; hoje, a melhor forma de contar essa hist&#243;ria e travar a batalha da mem&#243;ria contra o esquecimento &#233; revisitar o livro de Aloysio Biondi, &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;O Brasil Privatizado: Um Balan&#231;o do Desmonte do Estado&lt;/i&gt;&#8221;, anota o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econ&#244;mica Aplicada (Ipea).&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Para ele, Aloysio Biondi foi &#8220;um monstro sagrado do jornalismo brasileiro, grande mestre do jornalismo econ&#244;mico&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Continua Lassance: &#8220;&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;O Brasil Privatizado&lt;/i&gt; abria seu cap&#237;tulo &#8216;As estatais: sacos sem fundo?' justamente falando da Telebr&#225;s. Biondi relembrava que, entre 1996 e 1997, a empresa teve um salto de 250% em seu lucro, desmentindo categoricamente a mensagem fabricada de que as estatais s&#243; davam preju&#237;zo. No livro que tornou-se um cl&#225;ssico para a compreens&#227;o sobre o que fizeram com o Brasil nos anos 90, Biondi contextualizava que tanto os preju&#237;zos quanto os lucros das estatais tinham sido fabricados para atender a interesses muito bem identificados.&#8221;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O pesquisador cita trecho da p&#225;gina 30 de &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;O Brasil Privatizado&lt;/i&gt;: &#8220;Os preju&#237;zos que o achatamento de tarifas e pre&#231;os trouxe para as estatais teve efeitos que o consumidor conhece bem: nesses per&#237;odos, elas ficaram sem dinheiro para investir e ampliar servi&#231;os. Explicam-se, assim, as filas de espera para os telefones, ou as constantes amea&#231;as de &#8216;apag&#245;es' no sistema de eletricidade. Ou, dito de outra forma: n&#227;o &#233; verdade que os servi&#231;os das estatais tenham se deteriorado por &#8216;incompet&#234;ncia'. Como tamb&#233;m &#233; mentira que &#8216;o Estado perdeu sua capacidade de investir', como diz a campanha dos privatizantes. O que houve foi uma pol&#237;tica econ&#244;mica absurda, que sacrificou as estatais.&#8221; O livro pode ser lido e baixado &lt;a href=&quot;http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article4&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Al&#233;m disso, o &lt;a href=&quot;http://www.fpabramo.org.br/blog/aloysio-biondi-para-lembrar-e-compartilhar&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Blog da Funda&#231;&#227;o Perseu Abramo&lt;/a&gt; reuniu conte&#250;dos produzidos por Aloysio Biondi ou referentes a ele. Foi a editora da entidade que publicou o livro do jornalista, que superou a marca de 140 mil exemplares vendidos.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Por fim, a revista &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.senge-pr.org.br/noticias.asp?codigo=134&amp;titulo=Revista_Privatizacao:_um_jogo_de_cartas_marcadas&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Reflexos da Privatiza&#231;&#227;o&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, editada pelo Sindicato dos Engenheiros no Paran&#225;, traz reportagem de capa sobre o processo de venda das estatais, classificando-o como &#8220;um jogo de cartas marcadas&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O material usa dados do levantamento feito por Biondi, e reproduz um par&#225;grafo do livro referente &#224;s ferrovias: &#8220;Desde o final dos anos 60, o governo frequentemente usou as estatais para &#8216;segurar' a infla&#231;&#227;o ou beneficiar certos setores da economia, geralmente por serem considerados &#8216;estrat&#233;gicos' para o pa&#237;s. Como assim? Houve per&#237;odos em que o governo evitou reajustes de pre&#231;os e tarifas de produtos (como o a&#231;o) e servi&#231;os fornecidos pelas estatais, na tentativa de reduzir as press&#245;es e controlar as taxas de infla&#231;&#227;o. Esses &#8216;achatamentos' e &#8216;congelamentos' foram os principais respons&#225;veis por preju&#237;zos ou baixos lucros apresentados por algumas estatais, que passavam a acumular d&#237;vidas ao longo dos anos &#8211; sofrendo ent&#227;o nova &#8216;sangria', representada pelos juros que tinham de pagar sobre essas d&#237;vidas. Certo ou errado, as estatais foram usadas como arma contra a infla&#231;&#227;o por governos que achavam que o combate &#224; carestia era a principal prioridade do pa&#237;s.&#8221;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Acervo de Biondi chega &#224; Unicamp</title>
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		<dc:creator>Pedro Biondi</dc:creator>

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		<description>Na manh&#227; de 21 de outubro se encerrou o cap&#237;tulo de nove anos de organiza&#231;&#227;o caseira do arquivo de Aloysio Biondi. &lt;br /&gt;&#192;s 10 horas da quarta-feira, as mais de 50 caixas que comp&#245;em o acervo do jornalista deixaram a resid&#234;ncia dos Leite Biondi rumo &#224; Unicamp. &lt;br /&gt;Ao lado de Antonio e Bia Biondi e Angela Leite, participaram dessa empreitada final Valdomiro Theodoro Ramos e Jos&#233; Irvando Moraes da Silva, da transportadora Jos&#233; Roque, de Osasco, entre outras pessoas que ajudaram na retirada das caixas. &lt;br /&gt;O (...)


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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Na manh&#227; de 21 de outubro se encerrou o cap&#237;tulo de nove anos de organiza&#231;&#227;o caseira do arquivo de Aloysio Biondi.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&#192;s 10 horas da quarta-feira, as mais de 50 caixas que comp&#245;em o acervo do jornalista deixaram a resid&#234;ncia dos Leite Biondi rumo &#224; Unicamp.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Ao lado de Antonio e Bia Biondi e Angela Leite, participaram dessa empreitada final Valdomiro Theodoro Ramos e Jos&#233; Irvando Moraes da Silva, da transportadora Jos&#233; Roque, de Osasco, entre outras pessoas que ajudaram na retirada das caixas.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O material chegou ao Centro de Documenta&#231;&#227;o Alexandre Eul&#225;lio (Cedae), do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, onde foi recebido pela equipe agora respons&#225;vel pela guarda e organiza&#231;&#227;o do arquivo.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Em breve, ap&#243;s passar por processos de limpeza e tratamento, o acervo, pouco a pouco, ser&#225; disponibilizado ao p&#250;blico em geral.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article1204&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Saiba mais sobre a produ&#231;&#227;o de Biondi e a doa&#231;&#227;o &#224; universidade.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Aloysio Biondi agora &#233; vizinho de Oswald e Lobato</title>
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		<description>Texto de Aloisio Milani e Pedro Biondi sobre a doa&#231;&#227;o do acervo &#224; Unicamp, publicado no site da Carta Capital em 29 de setembro &lt;br /&gt;Texto de Aloisio Milani e Pedro Biondi sobre a doa&#231;&#227;o do acervo &#224; Unicamp, publicado no site da Carta Capital em 29 de setembro &lt;br /&gt;O acervo pessoal de Aloysio Biondi tem de tudo um pouco da vida de jornalista &#8211; pelo menos do que era t&#237;pico para uma gera&#231;&#227;o anal&#243;gica. Uma remington esverdeada, anota&#231;&#245;es pessoais, pilhas sem-fim de informa&#231;&#227;o e um cancioneiro. Na realidade, alguns (...)


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 <content:encoded>&lt;div class='rss_chapo'&gt;Texto de Aloisio Milani e Pedro Biondi sobre a doa&#231;&#227;o do acervo &#224; Unicamp, publicado no site da Carta Capital em 29 de setembro&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Texto de Aloisio Milani e Pedro Biondi sobre a doa&#231;&#227;o do acervo &#224; Unicamp, publicado no site da &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Carta Capital&lt;/i&gt; em 29 de setembro&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O acervo pessoal de Aloysio Biondi tem de tudo um pouco da vida de jornalista &#8211; pelo menos do que era t&#237;pico para uma gera&#231;&#227;o anal&#243;gica. Uma remington esverdeada, anota&#231;&#245;es pessoais, pilhas sem-fim de informa&#231;&#227;o e um cancioneiro. Na realidade, alguns poucos long-plays. No meio deles, um de Adauto Santos, cantor e compositor meio caipira meio sambista. Com voz de veludo. O disco se chama &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Nau Catarineta&lt;/i&gt;, lan&#231;ado pela gravadora Marcus Pereira nos idos de 1974. Ano ainda de ditadura. E Biondi escrevia no jornal &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Opini&#227;o&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Na contracapa do disco, um c&#237;rculo de caneta azul marcava a m&#250;sica 2 do lado A. N&#227;o h&#225; anota&#231;&#227;o alguma. S&#243; um risco sobre a composi&#231;&#227;o &quot;De mala e cuca&quot;, composta por Adauto e parceiros. Sem mais pistas da anota&#231;&#227;o, a solu&#231;&#227;o &#233; ouvir. Na vitrola: &#8220;Cheguei de mala e cuca nessa capital / O carro, a placa, o pr&#233;dio, a morte no jornal / Fecharam meu sorriso, calaram minha voz / Selaram meu futuro, onde estamos n&#243;s? / Estrada, terra e mato. Nuvem de poeira / Levando a minha vida para o meu lugar&#8221;. Coincid&#234;ncia ou n&#227;o, a m&#250;sica parece com o que Aloysio Biondi viveu.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Morto h&#225; nove anos, Biondi deixa saudade para quem busca nos jornais um olhar cr&#237;tico e diferenciado da claque do poder e dos seus governantes. Veio para a vida em 1936 na pequena Caconde, interior de S&#227;o Paulo. Criou-se em S&#227;o Jos&#233; do Rio Pardo e se afundou no jornalismo paulistano at&#233; o pesco&#231;o depois dos 19 anos. Sem diploma em universidade (cursou e n&#227;o concluiu, na capital, sociologia e pol&#237;tica). Mas com sede de informa&#231;&#227;o e conhecimento amplo. Passou pelas principais reda&#231;&#245;es brasileiras. Seus debates p&#250;blicos lhe deram inimigos e admiradores. Durante a ditadura militar, ganhou dois pr&#234;mios Esso de jornalismo na contracorrente. Como escreveu na revista &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Vis&#227;o&lt;/i&gt;, de 1967, o &#8220;clima de fraseado vazio (...) tem o dem&#233;rito de manter a opini&#227;o p&#250;blica completamente desinformada do que est&#225; acontecendo&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Saber sua trajet&#243;ria no jornalismo e na vida p&#250;blica &#233; mais f&#225;cil para quem tem mais de 50 anos. Especialmente para alguns &#8211; o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, seus escudeiros Pedro Malan e Gustavo Franco... Para conhecer (ou recordar) um pouco mais, basta acessar o s&#237;tio eletr&#244;nico do projeto que fam&#237;lia e amigos desenvolvem para digitalizar a obra do jornalista &#8211; &lt;a href=&quot;http://www.aloysiobiondi.com.br&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;www.aloysiobiondi.com.br&lt;/a&gt;. Com algumas buscas por palavras-chave, d&#225; para ler um pouco da hist&#243;ria brasileira pelo olhar de Aloysio Biondi. N&#227;o &#233; pouco...&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Chega-se, por exemplo, a um texto do &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Opini&#227;o&lt;/i&gt;, de 29 de julho de 1974. &#8220;O fio da meada&#8221; &#233; o t&#237;tulo. Na abertura, Biondi faz uma digress&#227;o liter&#225;ria para explicar o novo capitalismo agr&#237;cola diante do petr&#243;leo em crise. Cita o &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Marco Zero&lt;/i&gt;, do escritor Oswald de Andrade. &#8220;O preto cai&#231;ara plantava seu arrozinho, comprava fiado na venda do turco, vinha a safra, pagava a d&#237;vida &#8212; ou deixava 'para o ano', se a colheita era ruim. Surgiu o japon&#234;s. Ofereceu financiamento, mandou assinar recibo. A safra foi ruim. O cai&#231;ara entregou sua terra em pagamento da d&#237;vida, e foi ser empregado do japon&#234;s. Nos anos 20&#8221;. A hist&#243;ria se repetiu para os ga&#250;chos depois. Leia l&#225; no original a continua&#231;&#227;o...&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Hoje em dia, qualquer pa&#237;s tem suas vers&#245;es oficiais constantemente bombardeadas por registros e contradi&#231;&#245;es de populares e de vozes dissonantes de governos e partidos. Da&#237; a import&#226;ncia de se reler o passado. Acervos de intelectuais formam, assim, mais uma ferramenta para se refletir a cultura, a pol&#237;tica e a sociedade. Se em 1974, Biondi citou o modernista Oswald, agora seu arquivo pessoal vai repousar a poucos metros de dist&#226;ncia do dele, num centro de documenta&#231;&#227;o da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Na assinatura da doa&#231;&#227;o do arquivo de Aloysio Biondi &#224; universidade, no dia 18 de setembro, outras coincid&#234;ncias foram citadas como elos para que o acordo se concretizasse. Uma delas &#8211; daquelas felizes, diga-se &#8211; revelou-se logo ap&#243;s a cerim&#244;nia: o jornalista tamb&#233;m ser&#225; vizinho do escritor Monteiro Lobato, que ele sempre citou como um dos autores cuja obra propiciou sua forma&#231;&#227;o na juventude, particularmente no que diz respeito &#224; perspectiva de desenvolvimento do Brasil como povo, Estado e na&#231;&#227;o. Juventude? Numa entrevista aparece refer&#234;ncia &#224; leitura, aos 8 anos, de &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;O Esc&#226;ndalo do Petr&#243;leo e Ferro&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Tamb&#233;m Hilda Hist, Brito Broca, Bernardo &#201;lis, Paulo Duarte e o professor que d&#225; nome ao espa&#231;o moram ali, no Centro de Documenta&#231;&#227;o Cultural Alexandre Eul&#225;lio (Cedae), ligado ao Instituto dos Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp. O Cedae conta com diversas outras mem&#243;rias, cole&#231;&#245;es e acervos, que fazem dele um importante centro dedicado &#224;s manifesta&#231;&#245;es das l&#237;nguas faladas no Brasil - al&#233;m de reunir relevantes fontes para o conhecimento da cultura brasileira e da hist&#243;ria recente do pa&#237;s.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&quot;Algumas coincid&#234;ncias foram chave para essa sintonia&#8221;, disse, sobre a doa&#231;&#227;o, o secret&#225;rio estadual de Ensino Superior de S&#227;o Paulo, Carlos Vogt, que responde pelo Laborat&#243;rio de Estudos Avan&#231;ados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp. Ele listou a conviv&#234;ncia com Aloysio Biondi em algumas reda&#231;&#245;es, que permitiu saber mais sobre o acervo do jornalista; o contato com parentes de Biondi em diferentes situa&#231;&#245;es; e a exist&#234;ncia de uma linha de mestrado em jornalismo cient&#237;fico, cultural e liter&#225;rio.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Vogt incluiu na lista de coincid&#234;ncias os debates p&#250;blicos que Aloysio Biondi travou via imprensa com destacados economistas da Unicamp, a exemplo de Jo&#227;o Manuel Cardoso de Mello e Luiz Gonzaga Belluzzo: &quot;Foram muitas pol&#234;micas p&#250;blicas e tamb&#233;m, &#224;s vezes, alguns consensos&quot;. Sempre citada por Biondi como &quot;mestra&quot;, Maria da Concei&#231;&#227;o Tavares foi outra debatedora hist&#243;rica da casa.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Tais discuss&#245;es, concentradas no per&#237;odo da ditadura militar, foram lembradas no dia pelo coordenador do projeto coletivo de mem&#243;ria do jornalista, Antonio Biondi. A iniciativa j&#225; dura nove anos e &#233; a respons&#225;vel pela manuten&#231;&#227;o &#8211; ou, em muitos casos, recupera&#231;&#227;o &#8211; do material que o homenageado arquivava. Trata-se de muitas prateleiras de revistas, livros, censos e, principalmente, jornais. &quot;Falo aqui n&#227;o s&#243; por mim, mas em nome de familiares e muita gente que ajudou a organizar a obra do Aloysio at&#233; agora&quot;, disse Antonio.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&quot;O projeto &lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;O Brasil de Aloysio Biondi&lt;/strong&gt; tem a participa&#231;&#227;o de cerca de 200 pessoas e s&#243; eles sabem o que se passou nesses anos em que engolimos muito p&#243; para organizar esse trabalho. Organizamos festas para arrecadar fundos e contamos com muita gente para lan&#231;ar um site com a obra dele tamb&#233;m.&quot; Na p&#225;gina eletr&#244;nica, est&#227;o dispon&#237;veis mais de mil textos do jornalista, al&#233;m de testemunhos, fotos, v&#237;deos e reprodu&#231;&#245;es de originais dos artigos publicados em mais de 20 ve&#237;culos.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&quot;A import&#226;ncia de Aloysio Biondi para o jornalismo &#233; extremamente grande&quot;, analisou Carlos Vogt. &quot;Ele produziu no calor da hora uma obra, &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;O Brasil Privatizado - Um Balan&#231;o do Desmonte do Estado&lt;/i&gt; (Editora Funda&#231;&#227;o Perseu Abramo, 1999), que contribuiu muito para entender o processo de transforma&#231;&#227;o do Estado e do pa&#237;s.&quot; O secret&#225;rio do governo Serra concluiu que a doa&#231;&#227;o tem valor tanto pessoal quanto geracional.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O diretor do IEL, Alcir P&#233;cora, elogiou a decis&#227;o da fam&#237;lia, compartilhada com os participantes do projeto: &quot;Geralmente, no Brasil, os familiares de escritores e personalidades mais atrapalham que ajudam as pesquisas sobre a obra. Ent&#227;o, o que vemos hoje aqui, na doa&#231;&#227;o do acervo do Aloysio Biondi, &#233; um ato de desprendimento, de doa&#231;&#227;o, que vai reverter em mais pesquisas sobre a sua obra, seu legado.&quot;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&quot;A doa&#231;&#227;o do acervo &#233; uma forma de dar continuidade ao esp&#237;rito de luta que caracterizou o trabalho do Aloysio Biondi, que sempre revelou esse engajamento na vida p&#250;blica pelo jornalismo&quot;, complementou o coordenador do Cedae, Jefferson Cano. A seu ver, o acervo tamb&#233;m coloca em outro patamar o mestrado relacionado a jornalismo cient&#237;fico, cultural e liter&#225;rio. &quot;Isso abre um novo espa&#231;o de discuss&#227;o e que pode formar uma nova &#225;rea de pesquisa.&quot; &lt;a href=&quot;http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article1203&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Leia entrevista com o professor aqui.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;E por falar em continuidade, em 2000 Biondi confidenciou a alunos de jornalismo na Faculdade C&#225;sper L&#237;bero que pretendia continuar a saga da pesquisa de O Brasil Privatizado. O foco seria num dos setores que mais o incomodavam nos &#250;ltimos tempos: o do petr&#243;leo, que teve destaque em sua leitura. Qual a fun&#231;&#227;o da estatal Petrobras? Quais as artimanhas para entregar essa riqueza &#224; iniciativa privada? Qual a conta que todo brasileiro deveria fazer para saber por que o governo deveria ser o grande explorador das reservas? Seria ouro para uma na&#231;&#227;o que discute novas leis para os rec&#233;m-descobertos campos do pr&#233;-sal. J&#225; no que ele produziu se encontram muitos elementos para o debate.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Voltando &#224; doa&#231;&#227;o: assinado o documento, agora cumpre somente transportar o material de S&#227;o Paulo para Campinas - tarefa que as equipes do Cedae e do projeto em mem&#243;ria do jornalista pretendem encaminhar o quanto antes. Enquanto isso, o arm&#225;rio deslizante de n&#250;mero 17, adquirido recentemente pelo centro de documenta&#231;&#227;o, recebe os &#250;ltimos ajustes antes de acolher o acervo de Biondi. Fica para o leitor a pergunta - at&#233; o momento n&#227;o respondida, sequer pela hist&#243;ria: afinal, coincid&#234;ncias existem?&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>



	<item>
		<title>Coordenador do Cedae-Unicamp aponta poss&#237;veis di&#225;logos com outros acervos</title>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Pedro Biondi</dc:creator>

<category domain="http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?rubrique18">Blog</category>


		<description>Na assinatura da doa&#231;&#227;o do arquivo de Aloysio Biondi &#224; Unicamp, a abertura de um novo espa&#231;o de discuss&#227;o e a possibilidade de inaugurar uma nova &#225;rea de pesquisa foi destacada pelo professor Jefferson Cano, coordenador do Centro de Documenta&#231;&#227;o Cultural Alexandre Eul&#225;lio (Cedae), onde a produ&#231;&#227;o do jornalista ficar&#225; abrigada &#8211; e, em breve, dispon&#237;vel para consulta. &lt;br /&gt;Ele explica que a estrutura do Cedae, ligado ao Instituto dos Estudos da Linguagem (IEL), passou por adapta&#231;&#245;es para receber o material, e (...)


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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Na assinatura da doa&#231;&#227;o do arquivo de Aloysio Biondi &#224; Unicamp, a abertura de um novo espa&#231;o de discuss&#227;o e a possibilidade de inaugurar uma nova &#225;rea de pesquisa foi destacada pelo professor Jefferson Cano, coordenador do Centro de Documenta&#231;&#227;o Cultural Alexandre Eul&#225;lio (Cedae), onde a produ&#231;&#227;o do jornalista ficar&#225; abrigada &#8211; e, em breve, dispon&#237;vel para consulta.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Ele explica que a estrutura do Cedae, ligado ao Instituto dos Estudos da Linguagem (IEL), passou por adapta&#231;&#245;es para receber o material, e cita as obras de Oswald de Andrade, Brito Broca e Alexandre Eul&#225;lio como produ&#231;&#245;es com as quais a obra de Biondi possivelmente propiciar&#225; pontes.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Jefferson Cano &#233; doutor em hist&#243;ria pela Unicamp e leciona no Departamento de Teoria Liter&#225;ria. Os cruzamentos entre pol&#237;tica e cultura e entre literatura e imprensa est&#227;o entre seus principais temas de pesquisa. Leia entrevista com o professor aqui.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;O recebimento do arquivo de Aloysio Biondi demandou estrutura extra
para o Cedae?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Sim, o seu recebimento exigiu que reformul&#225;ssemos todo o espa&#231;o de nossa reserva t&#233;cnica, para que fosse poss&#237;vel a instala&#231;&#227;o de um sistema de arquivamento deslizante para abrigar os documentos do acervo. Esse sistema precisou ser adquirido desde que entramos em acordo sobre a doa&#231;&#227;o do material e para isso contamos com o apoio da reitoria.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Quais ser&#227;o os pr&#243;ximos passos envolvendo o material doado? Que
horizonte &#233; previsto para essas a&#231;&#245;es?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O primeiro, para o qual j&#225; estamos nos mobilizando, &#233; a transfer&#234;ncia do acervo para o Cedae nos pr&#243;ximos dias, assim que for poss&#237;vel a contrata&#231;&#227;o do transporte. Em seguida, chegando ao Cedae, ter&#225; in&#237;cio a higieniza&#231;&#227;o de cada documento individualmente. Essa etapa pr&#233;via &#233; importante para prevenir a prolifera&#231;&#227;o de microorganismos e insetos respons&#225;veis pela deteriora&#231;&#227;o dos documentos, e isso viabilizar&#225; a troca do acondicionamento do material para caixas e pastas adequados &#224; sua preserva&#231;&#227;o. Depois de cumpridas tais etapas os documentos ser&#227;o guardados em ambiente climatizado, com umidade e temperatura controlados. Ter&#225; in&#237;cio ent&#227;o o trabalho de processamento arquiv&#237;stico, que consiste na classifica&#231;&#227;o e descri&#231;&#227;o de cada documento.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Pode-se prever quando, aproximadamente, esse acervo estar&#225; dispon&#237;vel para os pesquisadores em geral? A digitaliza&#231;&#227;o deve ser um passo posterior, certo?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Ao longo da etapa de processamento t&#233;cnico, o material come&#231;a a ser pouco a pouco disponibilizado aos pesquisadores. S&#243; ap&#243;s a completa organiza&#231;&#227;o do acervo, que pode ser um processo bastante longo, por ser muito meticuloso, a documenta&#231;&#227;o, que &#233; volumosa, ser&#225; encaminhada &#224; microfilmagem. A partir dos microfilmes &#233; que ser&#225; feita a digitaliza&#231;&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;&#201; poss&#237;vel identificar, no atual acervo do Cedae, produ&#231;&#245;es com as quais a de Biondi dialoga? Para n&#243;s, a obra de Monteiro Lobato &#233; a primeira a se apresentar nesse sentido, pois ele sempre o apontou como uma dos principais autores a contribuir para sua forma&#231;&#227;o quando jovem.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Al&#233;m do car&#225;ter de novidade que o acervo de Aloysio Biondi traz para o Cedae, pois se trata de uma amplia&#231;&#227;o de sua abrang&#234;ncia tem&#225;tica, &#233; poss&#237;vel pensar em uma rela&#231;&#227;o com a produ&#231;&#227;o de outros titulares de acervos que atuaram tamb&#233;m na imprensa. O primeiro a ser citado talvez deva ser Oswald de Andrade, por sua milit&#226;ncia de esquerda. Mas al&#233;m dele poder&#237;amos pensar na atua&#231;&#227;o de figuras como Brito Broca ou Alexandre Eul&#225;lio, que contribu&#237;ram muito para a divulga&#231;&#227;o da literatura por meio da imprensa.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	<item>
		<title>Arquivo do jornalista ser&#225; doado a centro da Unicamp nesta sexta</title>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Pedro Biondi</dc:creator>

<category domain="http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?rubrique18">Blog</category>


		<description>Quarenta e quatro anos de jornalismo, traduzidos em passagens por diversas reda&#231;&#245;es, extensas jornadas de trabalho, incans&#225;vel pesquisa e preocupa&#231;&#227;o permanente com os rumos de nossa na&#231;&#227;o e as condi&#231;&#245;es de vida da popula&#231;&#227;o brasileira. Essa &#233; a subst&#226;ncia do arquivo pessoal de Aloysio Biondi, que ser&#225; doado nesta sexta (18) ao Centro de Documenta&#231;&#227;o Cultural Alexandre Eulalio (Cedae). A doa&#231;&#227;o faz parte do projeto O Brasil de Aloysio Biondi, que re&#250;ne parentes, amigos e alunos do jornalista. &lt;br /&gt;Biondi publicou (...)


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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Quarenta e quatro anos de jornalismo, traduzidos em passagens por diversas reda&#231;&#245;es, extensas jornadas de trabalho, incans&#225;vel pesquisa e preocupa&#231;&#227;o permanente com os rumos de nossa na&#231;&#227;o e as condi&#231;&#245;es de vida da popula&#231;&#227;o brasileira. Essa &#233; a subst&#226;ncia do arquivo pessoal de Aloysio Biondi, que ser&#225; doado nesta sexta (18) ao Centro de Documenta&#231;&#227;o Cultural Alexandre Eulalio (Cedae). A doa&#231;&#227;o faz parte do projeto O Brasil de Aloysio Biondi, que re&#250;ne parentes, amigos e alunos do jornalista.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Biondi publicou mais de 2 mil artigos, editoriais, entrevistas e reportagens ao longo de suas quatro d&#233;cadas de atividade profissional. &lt;a href=&quot;http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article1196&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Grande parte desse conjunto documental foi mantida por ele ou recuperada pelo projeto de mem&#243;ria&lt;/a&gt;, e ser&#225; transferida ao Cedae, &#243;rg&#227;o vinculado ao Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade de Campinas (Unicamp). O acervo compreende tamb&#233;m livros, revistas, recortes de jornal, relat&#243;rios, censos e outras fontes de informa&#231;&#227;o consultadas, al&#233;m de objetos pessoais. Muitos itens cont&#234;m anota&#231;&#245;es de Biondi e d&#227;o precisas indica&#231;&#245;es sobre seu m&#233;todo de trabalho.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;A cerim&#244;nia de doa&#231;&#227;o do acervo ocorrer&#225; &#224;s 10h, na sala de defesa de teses, no 2o. piso do bloco VII do Instituto de Estudos da Linguagem. Contar&#225; com a presen&#231;a dos filhos de Aloysio Biondi, Pedro, Antonio e Beatriz; da ex-mulher, Angela Leite &#8211; m&#227;e dos seus tr&#234;s filhos e sua companheira por cerca de 20 anos &#8211;; do secret&#225;rio de Ensino Superior, Carlos Vogt; do reitor da Unicamp, Fernando Costa; do Diretor do IEL, Alcir P&#233;cora; e do coordenador do Cedae, Jefferson Cano.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&quot;A doa&#231;&#227;o para a Unicamp cumpre exemplarmente com o objetivo de tornar p&#250;blico o acervo do jornalista&quot;, avalia Antonio Biondi, coordenador do projeto O Brasil de Aloysio Biondi. &quot;A manuten&#231;&#227;o do arquivo na universidade consolida a contribui&#231;&#227;o de Aloysio e de sua obra para a mem&#243;ria e o futuro do jornalismo brasileiro e de nossa sociedade.&quot;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O arquivo que ser&#225; doado ao Cedae exigiu do projeto O Brasil de Aloysio Biondi nove anos de cataloga&#231;&#227;o de material impresso, pesquisas em bibliotecas, visitas a jornais, discuss&#245;es via e-mail e reuni&#245;es. Al&#233;m do acervo em papel, o trabalho permitiu a postagem de mais de mil artigos e reportagens neste site.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Saiba mais sobre o jornalista, o acervo e o projeto navegando nesta p&#225;gina.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Sobre o IEL da Unicamp
&lt;/strong&gt;
Ao longo de 25 anos, o &lt;a href=&quot;http://www.iel.unicamp.br/&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;IEL&lt;/a&gt; vem sediando pesquisas nas &#225;reas de lingu&#237;stica e estudos liter&#225;rios. Em 2008, o instituto iniciou o programa de mestrado em divulga&#231;&#227;o cient&#237;fica e cultural, resultante de uma parceria com o Laborat&#243;rio de Estudos Avan&#231;ados em Jornalismo (Labjor). O curso, com sua proposta de formar especialistas capazes de abordar sob diversos enfoques o jornalismo de divulga&#231;&#227;o da ci&#234;ncia, tecnologia, arte e cultura em geral, integra diferentes &#225;reas do conhecimento e refor&#231;a a tend&#234;ncia que norteou a cria&#231;&#227;o do IEL: a promo&#231;&#227;o de uma reflex&#227;o cr&#237;tica sobre todas as manifesta&#231;&#245;es da linguagem.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Em conson&#226;ncia com essa expans&#227;o da p&#243;s-gradua&#231;&#227;o do IEL, o Cedae implementa uma nova diretriz &#224; sua pol&#237;tica de acervos, que se abre para a capta&#231;&#227;o e guarda de conjuntos documentais de interesse para a hist&#243;ria e a linguagem do jornalismo, de modo a acompanhar e subsidiar o desenvolvimento dessa nova &#225;rea de pesquisa na Unicamp.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>



	<item>
		<title>A cr&#237;tica contra a imprensa no Plano Real</title>
		<link>http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article1202</link>
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		<dc:date>2009-09-16T16:13:15Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Aloisio Milani</dc:creator>

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		<description>Aloysio Biondi, antes de assumir uma coluna no jornal Folha de S.Paulo, tinha feito sua segunda passagem pelo Di&#225;rio da Manh&#227; de Goi&#226;nia, entre 1995 e 1997. Per&#237;odo este que coincidiu com a ado&#231;&#227;o das mudan&#231;as do Plano Real na vida econ&#244;mica do pa&#237;s. No di&#225;rio goiano, Biondi publicava suas cr&#237;ticas &#224;s medidas adotadas pelo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. E, claro, ia contra a mar&#233; de &#8220;boas novas&#8221; que a m&#237;dia adotou como op&#231;&#227;o pol&#237;tica. &lt;br /&gt;Influenciado pelas ideias de Biondi, o jornalista (...)


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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Aloysio Biondi, antes de assumir uma coluna no jornal Folha de S.Paulo, tinha feito sua segunda passagem pelo Di&#225;rio da Manh&#227; de Goi&#226;nia, entre 1995 e 1997. Per&#237;odo este que coincidiu com a ado&#231;&#227;o das mudan&#231;as do Plano Real na vida econ&#244;mica do pa&#237;s. No di&#225;rio goiano, Biondi publicava suas cr&#237;ticas &#224;s medidas adotadas pelo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. E, claro, ia contra a mar&#233; de &#8220;boas novas&#8221; que a m&#237;dia adotou como op&#231;&#227;o pol&#237;tica.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Influenciado pelas ideias de Biondi, o jornalista Marcus Vin&#237;cius, editor de Cidades e de Pol&#237;tica do Di&#225;rio da Manh&#227;, analisou a imprensa numa tese de conclus&#227;o do seu curso de Economia. &#8220;Neste per&#237;odo fazia economia e colei grau em 2000. A monografia foi uma cr&#237;tica &#224; avalanche de not&#237;cias fantasiosas sobre o Plano Real, e, sobretudo uma den&#250;ncia &#224; fal&#225;cia neoliberal. O material de pesquisa foi baseado principalmente em artigos e mat&#233;rias feitas por Biondi e Lauro Veiga Jardim no DM e articulistas dos jornal&#245;es&quot;, registra.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Na dedicat&#243;ria do trabalho conclu&#237;do e apresentado h&#225; nove anos, Biondi &#233; homenageado. &#8220;Para Aloysio Biondi, com quem tivemos o prazer de aprender valiosas li&#231;&#245;es de jornalismo, economia e brasilidade&#8221;, escreve Vin&#237;cius. A introdu&#231;&#227;o do trabalho indica como o per&#237;odo tinha vazios de informa&#231;&#227;o que debatessem o impacto do governo FHC para o pa&#237;s. &#8220;N&#227;o h&#225; exagero em afirmar que o &#234;xito do Plano Real deve-se a uma bem articulada campanha nos &#243;rg&#227;os de comunica&#231;&#227;o escrita, radiofonada e televisiva (segundo depoimentos constantes nesta monografia) no quatri&#234;nio 1994/1998&#8221;, afirma.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Segue outro trecho do trabalho:&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;&#8220;O pensamento da equipe econ&#244;mica &#233; transformado em &#250;nico caminho para livrar o pa&#237;s da espiral inflacion&#225;ria e conduzir a economia ao porto seguro da estabiliza&#231;&#227;o. Da elei&#231;&#227;o do ent&#227;o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso &#224; presid&#234;ncia da Rep&#250;blica em 1994, &#224; mudan&#231;a na Constitui&#231;&#227;o Federal (1996), permitindo-lhe o direito &#224; reelei&#231;&#227;o &#8212; confirmada nas urnas em 1998 &#8212; a cumplicidade da imprensa &#233; patente.&#8221;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Clique &lt;a href=&quot;http://www.aloysiobiondi.com.br/IMG/doc/MONOGRAFIA_MARCUS_VINICIUS.doc&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; para ler a monografia. E aproveite para ler os artigos do Di&#225;rio de Manh&#227; no per&#237;odo citado pelo economista. &#201; s&#243; usar a &lt;a href=&quot;http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?rubrique3&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;ferramenta de busca&lt;/a&gt; e selecionar a d&#233;cada de 90 e o item &#8220;jornal Di&#225;rio da Manh&#227;&#8221;. Segue &lt;a href=&quot;http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article754&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;um exemplo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	<item>
		<title>Projeto perde uma das suas grandes colaboradoras</title>
		<link>http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article1200</link>
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		<dc:date>2009-03-25T14:58:10Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Antonio Biondi</dc:creator>

<category domain="http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?rubrique18">Blog</category>


		<description>Amigos do projeto O Brasil de Aloysio Biondi. &lt;br /&gt;Tivemos uma baixa consider&#225;vel nesta segunda-feira (23/03). &lt;br /&gt;A Thais Sauaya, que integrava nosso grupo, morreu, v&#237;tima de acidente de carro. Entre outras contribui&#231;&#245;es para a vida e para o projeto, ela foi a realizadora da biografia do Biondi, trabalho de conclus&#227;o de curso dela na Faculdade C&#225;sper L&#237;bero, apresentado no final de 2007. &lt;br /&gt;O acidente se deu quando ela voltava de Bras&#237;lia par S&#227;o Paulo, com o companheiro dela, S&#233;rgio Alli. O S&#233;rgio, por (...)


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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Amigos do projeto &lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;O Brasil de Aloysio Biondi&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Tivemos uma baixa consider&#225;vel nesta segunda-feira (23/03).&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;A Thais Sauaya, que integrava nosso grupo, morreu, v&#237;tima de acidente de carro. Entre outras contribui&#231;&#245;es para a vida e para o projeto, ela foi a realizadora da &lt;a href=&quot;http://www.aloysiobiondi.com.br/IMG/pdf/tcc_thais_final_fev08.pdf&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;biografia do Biondi&lt;/a&gt;, trabalho de conclus&#227;o de curso dela na Faculdade C&#225;sper L&#237;bero, apresentado no final de 2007.&lt;/p&gt; &lt;div class='spip_document_281 spip_documents spip_documents_center' &gt;
&lt;a href=&quot;http://www.aloysiobiondi.com.br/IMG/jpg/thais.jpg&quot; type=&quot;image/jpeg&quot; title='JPG - 36 KB'&gt;&lt;img src='http://www.aloysiobiondi.com.br/IMG/cache-240x180/thais-240x180.jpg' width='240' height='180' alt=&quot;JPG - 36 KB&quot; /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div class='spip_doc_descriptif' style='width:240px;'&gt;Thais apresenta seu TCC na C&#225;sper&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O acidente se deu quando ela voltava de Bras&#237;lia par S&#227;o Paulo, com o companheiro dela, S&#233;rgio Alli. O S&#233;rgio, por algo t&#227;o inacredit&#225;vel quanto a morte dela, se salvou.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Triste n&#227;o t&#234;-la t&#227;o perto de n&#243;s mais. Segue, contudo, do nosso lado. Tendo o Alli para colaborar conosco na defesa dos sonhos, lutas e frutos que ela nos deixou.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Mais informa&#231;&#245;es abaixo, na bela nota publicada pela &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Folha de S. Paulo&lt;/i&gt; nesta quarta-feira.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Tonho Biondi&lt;/p&gt; &lt;hr class=&quot;spip&quot; /&gt;
&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;THAIS SAUAYA PEREIRA (1959-2009)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Jornalista tardia, mas com nota m&#225;xima&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;EST&#202;V&#195;O BERTONI&lt;/strong&gt;
DA REPORTAGEM LOCAL&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;A op&#231;&#227;o &quot;qu&#237;mica&quot; na ficha do vestibular ganhou um xis ao lado. Quando revelou em qual curso se inscrevera, a fam&#237;lia estranhou. Qu&#237;mica? Thais Sauaya Pereira tinha perfil para a comunica&#231;&#227;o, diz a irm&#227; L&#237;gia.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&quot;Estabanada&quot; que era, temiam que ela se machucasse caso exercesse a profiss&#227;o que escolhera.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Fez a faculdade que quis e se formou no in&#237;cio dos anos 80. Mas n&#227;o trabalhou como qu&#237;mica. Ainda estudante, namorou por um tempo S&#233;rgio, o jornalista que, cerca de 20 anos depois, seria seu companheiro de novo. Havia ainda o fator ber&#231;o: o pai, Aldo, tamb&#233;m jornalista, com passagem por esta Folha. N&#227;o deu outra.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Ap&#243;s mais de uma d&#233;cada trabalhando com pesquisa de mercado com a m&#227;e, passou a atuar na &#225;rea do pai at&#233; que, recentemente, decidiu ter o diploma de jornalista.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Em dezembro de 2007, com um trabalho de conclus&#227;o de curso sobre o jornalista e professor Aloysio Biondi, amigo de seu pai, foi aprovada com nota m&#225;xima, na Faculdade C&#225;sper L&#237;bero. A banca sugeriu que o estudo fosse publicado.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Anteontem, num trecho mineiro da BR-050, S&#233;rgio perdeu o controle do carro ap&#243;s o pneu estourar e bateu contra um poste. Thais morreu aos 49. O companheiro se feriu, mas est&#225; bem. Recebeu alta do hospital.
Os dois voltavam de Bras&#237;lia, para onde pretendiam se mudar. Thais deixa dois filhos, de um casamento anterior, e um neto. Ser&#225; cremada hoje, &#224;s 10h, na Vila Alpina, em SP.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>



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		<title>Santayana, Biondi e a crise mundial</title>
		<link>http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article1199</link>
		<guid isPermaLink="true">http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article1199</guid>
		<dc:date>2008-10-28T02:08:55Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Pedro Biondi</dc:creator>

<category domain="http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?rubrique18">Blog</category>


		<description>Artigo do jornalista Mauro Santayana sobre a crise financeira mundial evoca a an&#225;lise de Biondi sobre o tema &lt;br /&gt;&#8220;&#201; de se lamentar que o grande cidad&#227;o e jornalista Aloysio Biondi n&#227;o possa estar assistindo ao fim do mito neoliberal&#8221;, escreveu recentemente o jornalista Mauro Santayana, no Jornal do Brasil, em artigo sobre a crise financeira mundial, liderada com empenho pelos Estados Unidos. &#8220;Aloysio assumia, com coragem, a defesa da responsabilidade do Estado em encabrestar o mercado, e foi &#8211; at&#233; sua (...)


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 <content:encoded>&lt;div class='rss_chapo'&gt;Artigo do jornalista Mauro Santayana sobre a crise financeira mundial evoca a an&#225;lise de Biondi sobre o tema&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&#8220;&#201; de se lamentar que o grande cidad&#227;o e jornalista Aloysio Biondi n&#227;o possa estar assistindo ao fim do mito neoliberal&#8221;, escreveu recentemente o jornalista Mauro Santayana, no Jornal do Brasil, em artigo sobre a crise financeira mundial, liderada com empenho pelos Estados Unidos. &#8220;Aloysio assumia, com coragem, a defesa da responsabilidade do Estado em encabrestar o mercado, e foi &#8211; at&#233; sua morte prematura, h&#225; oito anos &#8211; obstinado combatente contra o processo de privatiza&#231;&#227;o das grandes empresas estatais pelo governo Fernando Henrique Cardoso.&#8221;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Continua o colunista do JB, no artigo, intitulado &lt;a href=&quot;http://quest1.jb.com.br/editorias/textosdoimpresso/jornal/eleicoes2008/2008/10/05/eleicoes200820081005000.html&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;O mito neoliberal e o custo da coer&#234;ncia&lt;/a&gt;: &#8220;Entendemos que os meios de comunica&#231;&#227;o, salvo alguns, se tenham somado aos arautos do mercado livre. O sistema capitalista tem as suas regras, e os acionistas dos grandes jornais &#8211; mais uma vez sejam respeitadas as exce&#231;&#245;es &#8211; n&#227;o s&#227;o sacerdotes, nem militantes ideol&#243;gicos. Mas recomenda a verdade reconhecer que n&#227;o foi necess&#225;ria sua press&#227;o sobre alguns jornalistas, para que esses louvassem o fim do Estado e se dedicassem ao agrad&#225;vel conv&#237;vio com os banqueiros e seus prepostos. Aloysio, ao denunciar o car&#225;ter perverso do novo liberalismo e a capitula&#231;&#227;o da maioria dos pol&#237;ticos brasileiros, foi dos mais coerentes e rigorosos no exame dos n&#250;meros.&#8221;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;No que toca &#224; megaciranda das bolsas e sua rela&#231;&#227;o com o desvario do cr&#233;dito nos Estados Unidos, uma pesquisa neste site, com a palavra-chave &#8220;EUA&#8221;, traz bons apontamentos. Durante outra grande crise nos mercados, precursora do crack de agora, Aloysio Biondi escreveu em 2000, entre outros, os textos &lt;a href=&quot;http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article103&amp;var_recherche=eua&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Freio para a crise mundial&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article102&amp;var_recherche=eua&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Fim da loucura nos EUA?&lt;/a&gt;. Neles, mostra a desregulamenta&#231;&#227;o das movimenta&#231;&#245;es de fundos financeiros, como o LTCM, e o ciclo vicioso entre a euforia nas bolsas e o consumo desmedido das fam&#237;lias norte-americanas.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	<item>
		<title>O paradoxo da safra recorde e da fome no mundo</title>
		<link>http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article1198</link>
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		<dc:date>2008-10-11T22:52:31Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Aloisio Milani</dc:creator>

<category domain="http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?rubrique18">Blog</category>


		<description>Quem conhecia o estilo do jornalista Aloysio Biondi sabia de seu estilo cr&#237;tico aliado ao seu trabalho de catador minucioso de informa&#231;&#245;es. Sua interpreta&#231;&#227;o dos fatos, muitas vezes aparentemente isolados, trazia luz a um estilo de jornalismo que h&#225; muito deixava de contagiar grandes reda&#231;&#245;es. Aqui, deixo a indica&#231;&#227;o de um artigo de um jornalista que n&#227;o conheceu Biondi, mas tamb&#233;m se sente atra&#237;do por seu legado. Alceu Lu&#237;s Castilho explica em seu texto como entrou no site do projeto O Brasil de Aloysio (...)

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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Quem conhecia o estilo do jornalista Aloysio Biondi sabia de seu estilo cr&#237;tico aliado ao seu trabalho de catador minucioso de informa&#231;&#245;es. Sua interpreta&#231;&#227;o dos fatos, muitas vezes aparentemente isolados, trazia luz a um estilo de jornalismo que h&#225; muito deixava de contagiar grandes reda&#231;&#245;es. Aqui, deixo a indica&#231;&#227;o de um artigo de um jornalista que n&#227;o conheceu Biondi, mas tamb&#233;m se sente atra&#237;do por seu legado. Alceu Lu&#237;s Castilho explica em seu texto como entrou no site do projeto &lt;a href=&quot;http://www.aloysiobiondi.com.br/&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;O Brasil de Aloysio Biondi&lt;/a&gt; e descobriu que a simples busca da palavra &#8220;fome&#8221; abria uma janela para velhos problemas que ainda hoje enfrentamos na crise mundial de alimentos. &#8220;Considero-os documentos da hist&#243;ria recente do Brasil&#8221;, afirma. Veja um trecho abaixo.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&#8220;&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Abro o site e clico na palavra &#8220;fome&#8221;. Nada mais atual que a crise mundial na produ&#231;&#227;o de alimentos, n&#227;o &#233;? Come&#231;o com um artigo para a Bundas, de 1999. intitulado: &#8220;&lt;a href=&quot;http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article730&amp;var_recherche=fome&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Trigo para os porcos, dona Ruth!&lt;/a&gt;&#8221; Ele se referia a uma not&#237;cia sobre colheita de trigo jogada nos chiqueiros, currais e galinheiros do Paran&#225;, &#8220;para alimentar porcos, bois e galinhas&#8221;. Os agricultores n&#227;o tinham para quem vender a produ&#231;&#227;o. Biondi criticava a suspens&#227;o da entrega de cestas b&#225;sicas para 8,5 milh&#245;es de pessoas no Nordeste e em outros bols&#245;es de pobreza. Dispara o jornalista: - Os mesmos alimentos que est&#227;o sobrando no campo s&#227;o cortados das cestas. Ru&#237;na para milh&#245;es de fam&#237;lias de agricultores, fome para milh&#245;es de brasileiros. Compras do governo representariam renda, emprego, consumo no interior &#8211; e crescimento para toda a economia. E o inacredit&#225;vel genoc&#237;dio que est&#225; ocorrendo nas regi&#245;es pobres seria evitado. Ah, sim, os porcos v&#227;o luzidiamente bem, obrigado.&lt;/i&gt;&#8221;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Segue o &lt;a href=&quot;http://www.reportersocial.com.br/noticias.asp?id=1417&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;link da &#237;ntegra&lt;/a&gt; do artigo publicado na &lt;a href=&quot;http://www.reportersocial.com.br/default.asp&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Ag&#234;ncia Rep&#243;rter Social&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>No ar, mil textos de Aloysio Biondi</title>
		<link>http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article1196</link>
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		<dc:date>2008-06-10T18:52:17Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Aloisio Milani</dc:creator>

<category domain="http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?rubrique18">Blog</category>


		<description>Sete anos de cataloga&#231;&#227;o de material impresso, pesquisas em bibliotecas p&#250;blicas, visitas a jornais, discuss&#245;es via e-mail, constru&#231;&#227;o de p&#225;gina na internet, escaneamento, xerox e digita&#231;&#227;o, mutir&#245;es de inser&#231;&#227;o de textos. O resultado? Mil artigos e reportagens no ar. Essa &#233; a marca comemorada neste neste maio pelo projeto O Brasil de Aloysio Biondi (www.aloysiobiondi.com.br), que sistematiza a obra do jornalista, vencedor de dois pr&#234;mios Esso e apontado como um dos nomes de refer&#234;ncia do jornalismo (...)

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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Sete anos de cataloga&#231;&#227;o de material impresso, pesquisas em bibliotecas p&#250;blicas, visitas a jornais, discuss&#245;es via e-mail, constru&#231;&#227;o de p&#225;gina na internet, escaneamento, xerox e digita&#231;&#227;o, mutir&#245;es de inser&#231;&#227;o de textos. O resultado? Mil artigos e reportagens no ar. Essa &#233; a marca comemorada neste neste maio pelo projeto O Brasil de Aloysio Biondi (&lt;a href=&quot;http://www.aloysiobiondi.com.br&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;www.aloysiobiondi.com.br&lt;/a&gt;), que sistematiza a obra do jornalista, vencedor de dois pr&#234;mios Esso e apontado como um dos nomes de refer&#234;ncia do jornalismo econ&#244;mico no Brasil.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Entre os temas abordados est&#227;o soberania nacional e depend&#234;ncia externa, privatiza&#231;&#245;es e o papel do Estado, agricultura, emprego e renda, meio ambiente, direitos do consumidor e &#233;tica jornal&#237;stica. At&#233; o momento, o acervo online abrange a produ&#231;&#227;o de Biondi nas d&#233;cadas de 60, 70, 80 e 90, incluindo as mat&#233;rias com que ele venceu o Pr&#234;mio Esso.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;A p&#225;gina, toda em em software livre, traz tamb&#233;m depoimentos de Aloysio Biondi em &#225;udio e v&#237;deo, al&#233;m de fotos de momentos marcantes de sua carreira e de sua vida e reprodu&#231;&#245;es fotogr&#225;ficas de alguns de seus principais trabalhos. Est&#227;o ali, ainda, testemunhos sobre ele escritos por Luis Fernando Verissimo, Emir Sader, Washington Novaes, Janio de Freitas e Ziraldo, entre outros.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O site, no ar desde dezembro, foi montado a partir do projeto de mem&#243;ria de Biondi, iniciado em 2000, ano de sua morte. Trata-se de um projeto coletivo, que re&#250;ne mais de 50 pessoas em participa&#231;&#227;o volunt&#225;ria. Colaboram parentes, amigos, ex-alunos e leitores do jornalista. Contabilizando os que ofereceram colabora&#231;&#245;es mais espor&#225;dicas &#8211; revisar um texto, por exemplo &#8211;, o n&#250;mero de participantes passa de 200. A programa&#231;&#227;o e o desenvolvimento s&#227;o de Vitor Reis e Isabela Fernandes, ao passo que a cria&#231;&#227;o e o design couberam a Renato Almeida Prado.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;A estimativa &#233; que o material dispon&#237;vel corresponde a cerca de metade da produ&#231;&#227;o do jornalista. &quot;Sabemos que ainda temos muito trabalho pela frente, no site e na organiza&#231;&#227;o do arquivo do Biondi, mas os mil textos certamente merecem comemora&#231;&#227;o&quot;, diz o coordenador do projeto, Antonio Biondi.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Ele acrescenta que, ao lado homenagem, existe a inten&#231;&#227;o de colaborar com a vida democr&#225;tica e a discuss&#227;o dos grandes temas do pa&#237;s: &quot;Acredito que a expectativa de todo o grupo que construiu o projeto &#233; que o site contribua efetivamente com os debates por um Brasil melhor e um jornalismo mais pr&#243;ximo do povo&quot;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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